Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

terça-feira, 30 de agosto de 2016

GOLPE E TRAPAÇA

GOLPE E TRAPAÇA

Tudo se faz na trapaça
Põem na democracia
Mordaça de hipocrisia
Crise forjada

Bomba armada
O congresso é piada
De puro regresso
Onde um cheira cocaína

Outros vêem filme pornô
Diz aí, Janaína
Faça-me o favor
O que se pode supor

De senadores
Com tal conduta?
Serão uns filhos da pátria
Enquanto nós vivemos na labuta?

Só sabem amar a ditadura
Porque é força bruta
Devem gostar de apanhar
Embora tenham medo da luta

Querem tirar à força
A esquerda do poder
Por o povo na forca
Para enfim fenecer

Tudo que seria possível
De alguma melhoria
Adoram mesmo a ilusão
Vivem de fantasia

Há muito não têm coração
Têm paixão só pelo ódio
Esta é sua razão
Dinheiro acima de todas as coisas

É o maior mandamento
Chamar outros de elemento
Fazer a onda do momento
Causar ao pobre tormento

É tudo que a direita quer
Endireitar, jamais
Têm medo de perder o cabresto
Do voto, do escravo seviciado

Zumbificado
Sem saber usar a urna
Aposentadoria para quê?
Só se for para os mais ricos

Quem sabe escolher um lado
Com coragem e seriedade
Estará contra esse golpe
De intensa ilegalidade

Aroldo Historiador
30/08/2016

COCAÍNA NO SENADO

COCAÍNA NO SENADO

O Brasil está neste estado
O acusador é advogado
Tem cocaína no Senado
Quem será o cheirador?

Eu já estou desconfiado
Por um helicoptero encontrado
Mas tem que ser averiguado
Não se pode à verdade se impor

Inocente é sempre culpado
Quando o filho do favelado
Um dia vira doutor
O cara da elite fica preocupado

O presidente tem que ser afastado
Mas, nada acontece ao senador
Nos bastidores deste golpe elaborado
Tem um deputado

Na Suíça já pode ser contador
Porque está tudo financiado
Muito dinheiro desviado
É outro gângster enganador

O crime inexistente é julgado
E o verdadeiro ao seu lado
Só no Brasil acontece esse pavor
Com certeza será tudo arquivado

Porque já foi tudo cheirado
E não pode ser restaurado
Não haverá inquérito instaurado
O juiz do errado é professor

Aroldo Historiador
30/08/2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

POR UM DIA DE PAZ

POR UM DIA DE PAZ

Eu negaria a poesia 
Por um dia de paz
Nunca vi harmonia
Em suas frases iguais

Quero viver na sinfonia
De mil carnavais
De rebeldia que floresce
Nos canaviais

Canivetes que sangram
Infinitos rivais
Com as mesmas giletes
De macabros rituais

É tanta hipocrisia
Que se lê nos jornais
Golpistas no poder
Mostrando os seus anais

Corrupção estatal
Ofícios demais
Corporativo edital
Sujos sinais

Orifícios escusos
Olho do furacão
Só acuso quem tem culpa
No decorrer da fração

Morreu mais um milhão
No meio da canção
Na Síria, de frio, de fome
Ou de explosão

É tanta guerra que não para
Mortalha de erva
Inocentes entre a gentalha
Sem votos de Minerva

Ódio que atrapalha
Quando se enerva
O fogo de palha
Desses homens da caverna

Que nunca viram a luz
Da verdadeira razão
Morrem por dinheiro
E fé em podridão

Rios de sangue
Outros de poluição
Destruição dos mangues
Uma bomba no Japão

Israel e Iraque
Sob ataque de pressão
Líbia, Líbano, libido Talibã 
Estampido no Afeganistão

Estados Unidos
Desunindo mais uma nação
A Rússia metralha de avião
O islamismo em intensa ação

Tanques na Tunísia
E no Cazaquistão
Nigéria, Irã
Boko Haram em expansão

Primavera árabe
Ísis na França
A morte dança
Em noites de lazer

Por pura arrogância 
A cruel invade o novo amanhecer
O terror que faz tremer
Trazendo perigo

Al Qaeda em união
Com o grande jihad
Atentados suicidas por convocação
Seres zangados muito mais que zangão

Turquia, Coréia
Ditadura por um fio
Manobra militar
No seio do Brasil

Os idiotas querem arreio
Freio de antemão
Só sentem receio
De perder a ilusão

Desejo escondido
De voltar à escravidão
Por orgulho ferido
Ferem a Constituição

Soltam os bandidos
Chamam o operário de ladrão
Por não serem capazes
De façanha igual

Porque se alimentam da miséria
São bactérias virais
Sangue-sugas malditos
Nós não vivemos em vitrais!

Aroldo Historiador
25/08/2016

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

BALAS DE PRATA

BALAS DE PRATA

A ingratidão move esse mundo cão
Tudo caminha para a mesma escuridão
Eterna erupção
O caos não se propaga na profunda solidão
Você se preocupa com o tamanho da inflação
Deixa inflarem seu cérebro com ventilação
Que parece enorme, mas é só ilusão
Por isso é tão grande o risco de vacilação
Seus gurus caem aos poucos, a cada canção
Do Brasil ao Japão há fome e miséria
Mas é ainda maior essa bactéria
Chamada manipulação
Histérica coleira
A loteria do ladrão
Que já não rouba só galinhas da população
Faz franquias para a nova escravidão
É sua ou minha
Essa caverna de Platão?
Balas de prata são as moedas da estação
O ouro de tolo vale mais que o outro
Que amanhã não será mais o mesmo
Sob o sopro do dragão
A esmo será essa grande explicação
Por isso faço em poesia
Talvez a sinfonia toque mais satisfação
A energia do Sol é propensa à captação
Mas é mais barato usar a radiação
Mesmo que efeitos catastróficos estejam em ebulição
Nunca se aprende de fato a lição
Daí esse aborto histórico da repetição
Querem mudança?
É só um passo da dança
Um jogo da repartição
Fogos aos porcos
Pérolas aos ricos
Poucos
Febre aos loucos
Forasteiros fazem bico
Calados são alados
Gerados no conflito
Não fique aflito
Estão blindados
Coisa que não se abala
Não posso mudar o mundo sozinho
Nem tirar o poder dessa gentalha
Por cima da minha mortalha
Haverá um redemoinho
Fazendo um novo caminho
O pingo d’água levado pelo passarinho
No fim o recomeço tomará conta
Quem pagará a conta desse golpe?
A galope
Irão como vieram
De outras eras
De onde eram?
Quem é que sabe?
Política que se aposta
Na ponta do sabre
E a proposta
É boa?
A garoa esconde
Não pegue o bonde
Sem saber o rumo
Olhe o prumo
Em resumo
Talvez o diamante vermelho
Esteja mais perto do conselho
Mas há quem prefira o centelho
Ao centeio
Porque é mais fácil queimar
Do que amar
Amargurar fica para depois
Pensar também
Sem por freio
O desdém feijão com arroz
Assim, na lata
Sem receio
O arreio já se recompôs

Aroldo Historiador

05/08/2016

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O POVO TEM PODER

O POVO TEM PODER

Há muita falsidade na cidade
A liberdade se evade
Tristeza que invade
E a felicidade agora é só saudade

Em que rua se perdeu a sanidade?
Sanitarismo sem qualidade
Vigilância que não se ancora, barbaridade
Militância militar movendo a mortalidade

Facções ferindo com facilidade
Proposta, propensão, propriedade
A droga afoga a sociedade
De que lado você joga na verdade?

O Congresso é só regresso sem lealdade
A mídia é um monstro de imbecilidade
A maioria se vende sem necessidade
Mercadorias vazias, só vaidade

A economia rouba a privacidade
E a privatização diminui a escolaridade
Dados falsificados no Datafolha, irresponsabilidade
Veja que a Veja promove a irracionalidade

Rio Doce é só insalubridade
A Vale não vale a notoriedade
Coxinhas culpam o PT com irritabilidade
Cunha cunha crocodilagem com tamanha habilidade

Balas de borracha nas pernas da mocidade
Tocha apagada, linda contrariedade
Governo golpista sem credibilidade
O fascismo renova a sua idade

Questão de lateralidade
A esquerda grita fora Temer pela igualdade
Ministério de bandidos sem diversidade
Com ganância, truculência e tenacidade

Temos que lutar com toda a sagacidade
Por Dilma e por Lula, com disponibilidade
Nada a temer! Sem possibilidade!
O povo tem poder quando se faz unidade

A resistência pode mais sem ansiedade
É hora de darmos as mãos para vencer com irmandade
E ir à luta pelo voto e sua validade
Vetando esse impeachment de arbitrariedade

Aroldo Historiador
04/08/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

FRANCISCO FREITAS, O OPORTUNISTA

FRANCISCO FREITAS, O OPORTUNISTA

Francisco Freitas acabara de roubar uma rosa do jardim e pular o portão de uma grande casa. Tinha uma habilidade tão grande que descia escorregando como se tivesse pregado.

_Olha como ele parece uma lagartixa!_ Falou a proprietária ao avistá-lo no flagra.

_Muito obrigado pela flor_ agradeceu Freitas, embaixo tinha deixado a sua mala e trajava um terno preto de colarinho branco e gravata sempre azul; dizia que a gravata azul dava sorte porque sempre achavam que ele era de direita e assim facilitava o desenrolar na maioria dos seus casos_ eu preciso dela para defender um caso. E por sinal, feliz aniversário!_ Tirava de um dos bolsos um pequeno bolo de plástico que tirara no dia anterior de um brinquedo em um shopping  alegando que estava quebrado e ainda processara a loja; o dono da loja fez um acordo e deu de presente para ele uma viagem para a Disney, que Freitas repassou para o irmão e conseguiu mais duas passagens da loja, uma para a cunha e outra para a sobrinha. Mais tarde ele conseguiria alguma vantagem do irmão, ainda não sabia o que, mas era melhor sempre deixar alguém devendo para que pudesse cobrar depois.

_ Obrigada_ Respondeu a mulher_ Dá próxima vez basta pedir. Na verdade todas já estão reservadas. Se me roubar de novo precisará de um advogado.

Nesse momento Freitas tirou do bolso um cartão e estendeu para a senhora:_ Não acontecerá novamente, senhora. Mas, em todo caso, eu posso indicar um muito bom._ No cartão tinha um e-mail, um telefone, a foto do sujeito com o dizer “Escritório de Advocacia Freitas e Freitas: jamais perdemos um caso!”._ Ele piscou o olho para a mulher, virou-se e continuou sua caminhada.

_Como você fez isso?_ Disse para ele uma outra mulher que assistira à tudo de uma meia distância, mas o suficiente para escutar tudo.

_Algumas pessoas ficam mais permissivas no dia do próprio aniversário. Outras ficam mais permissivas quando é o meu aniversário.

_E no caso, hoje é o aniversário dela. Como você descobriu eu não sei.

_Sim. Eu tenho as minhas fontes. Mas, também é o meu aniversário._ Puxou do bolso a identidade.

_Você tinha um plano B, então?_ Indagou-lhe a mulher.

_Na verdade, o plano B eu acabei de usar; o meu próprio aniversário já é um plano C.

_E quantos planos você preparou para se sair dessa? Só por curiosidade.

_Na verdade, 8. É bom prevenir.

Mais tarde, em um restaurante entra um homem que acabara de sair do trabalho para almoçar e estava com uma fome muito grande. Acabou furando a fila e pegando um ovo cozido com uma colher e sentou em uma mesa a comer já também com um prato vazio na mão. Pretendia voltar para a fila desta vez, mas um dos garçons olhou para ele e disse:_ Você é muito folgado, cara!

O homem, ainda de boca cheia, um ovo na mão, o outro na boca, apenas levantou-se e saiu do restaurante quando Freitas chegou. E foi logo falando:_  Se você quiser, pode arrancar um bom dinheiro desse restaurante por desrespeito às leis do consumidor_ Foi logo dando um seu cartão ao homem._ Eu sou advogado e ganho esse caso pra você se me der 10% da indenização. Se eu perder não cobro nada. Agora volte para lá e entre na fila novamente.

O homem, que nem o conhecia, simplesmente obedeceu. E antes de acabar de completar o seu prato uns outros caras começaram a jogar pratos vazios para cima e atirar neles com uma arma de chumbinho. O dono do restaurante ao ver aquilo desceu de seu escritório com uma arma na mão e por acaso um dos tiros de chumbinho acertou na mão direita do homem que voltara para comer, que por sua vez derrubou o prato cheio bem no pé esquerdo do dono do restaurante, que pois a arma na cintura e lhe deu um murro dizendo:_ Chega! Não quebrem meus pratos!_ E em seguida deu um tiro para cima.

O homem que levara o soco caiu por cima de uma cliente que estava sentada, com a cabeça entre os seus seios. O marido, que acabara de voltar do banheiro ao ouvir o tiro vendo aquela cena e levantou o homem quase desmaiado e lhe deu outro soco. Eis que o homem cai por cima justamente do dono do restaurante.

A confusão se estendeu das 10 da manhã até as 2 da tarde. A polícia chegou e atirou para cima várias vezes, mas tudo só piorava até que chegaram mais quatro viaturas e foram prendendo geral. O dono do restaurante também foi levado para prestar esclarecimentos e mesmo registrar o B.O.

Mas , não teve jeito, um mês depois o restaurante estava sendo processado em massa. 20 clientes fizeram um acordo de ser representados pelo mesmo advogado, Freitas, que começara a defesa:_ Senhoras e senhores, vejam o caso do meu cliente João, que chegara para almoçar e já no começo foi ofendido pelo garçom Leandro que o chamou de folgado, dizendo “você é muito folgado, cara”. Isso é coisa que se diga a um cliente que tem hipoglicemia? E justamente por causa da hipoglicemia que meu cliente voltou para o almoço e acaba sendo atingido por um soco do dono do restaurante por sem querer derrubar um prato ao ser atingido na mão por  um tiro de chumbinho de outro cliente. Para este caso em particular peço a quantia de indenização de 50 mil reais por danos morais, danos pessoais, injúria, agressão e danos físicos.

Os jurados deram de cara e o juiz ainda subiu para a sentença para 60 mil. Em seguida defendendo clientes estrangeiros que atiraram com a arma de chumbinhos fez com que ao mesmo tempo eles indenizassem o cliente 1, cada um em 10 mil e fez com que cada um recebesse do restaurante 20 mil pelo constrangimento perante arma de fogo. Eram os outros 19 clientes. O que dava um total de 380 mil reais dos quais 190 mil seriam do cliente 1, que ganhara ao todo, 250 mil dos quais Freitas 25 mil reais mais 19 mil reais, recebendo no final de tudo 44 mil reais. O dono do restaurante pagara no fim 440 mil reais. Não precisamos dizer aqui que o restaurante quebrou.

Após tudo resolvido, Freitas conversa com o seu cliente 1 daquele caso e diz: _Meu caro, você recebera dois socos no mesmo local e eis aqui o seu dente real_ estava com um dente cariado na mão_ agora vá ao dentista que este dente estava cariado. Eles acabaram lhe fazendo um bem sem querer, há-há-há, você precisava mesmo arrancá-lo .

_Aquele dente que você mostrara ao juiz não era meu?

_Não mesmo. Aquele foi um dente falso.

_Eu só queria saber uma coisa, como você conseguiu as filmagens daquela briga inteira desde a minha chegada cortando exatamente a parte em que eu falei com você?

_Foi tudo armado. Várias testemunhas daquele caso trabalham para mim. Se não fosse você seria outro cliente que eu convenceria. Na verdade convenci você e mais 19. 17 eu fiz atirarem de chumbinho e disse ao juiz que no país deles aquilo era um hábito normal e o juiz engoliu essa não porque seja  verdade, mas porque está dentro do esquema também.

_Eu quero fazer um acordo com você, Freitas. A gente quebra outros restaurantes ou seja lá o que for e enrica juntos.

_Feito.

Cinco anos depois, o cliente 1 ganhara alguns milhões às custas do talento de Freitas, mas este por sua vez também ganhara alguns milhões, só que 10% que por sua vez, tinha que dividir sempre com muitos contratados  além das propinas e apesar de tudo ainda assim era bastante, mas o “céu é o limite”.

O cliente convida Freitas para um almoço de noivado. Já lá Freitas segura um espeto com carne de gado e muitos garçons ao lado também, fazendo gestos de levantar.

_Eu sei o que você quer fazer, Freitas, mas deixe que ela mesmo faça _Dizia o seu cliente, achando que Freitas estava apenas tentando fazer com que a noiva lhe desse algo de presente ou dissesse algo, mas não era isso. Freitas na verdade trocara as alianças de noivado para uma de casamento e chamara um padre para o casamento sem ninguém saber. Tudo o que fazia era para causar distração.

_Peça logo ela em casamento! Aqui está o padre! _Disse Freitas, para o espanto de todos. E o padre acenou para todos. _Acabou o casamento acontecendo ali mesmo.

No final da festa, quando estavam todos bêbados, exceto o padre, a noiva e Freitas. O advogado chega para a noiva estendendo seu cartão e diz:_ Minha cara, noiva recém-casada, a aliança que você receberia esta noite era esta_ Estendeu o anel que ela receberia_ eu troquei por este daí no seu dedo. A pergunta é: você pretende se divorciar?

_Claro que sim. Eu só casei com esse cara porque ele é rico. Eu vou passar esse mês apenas e depois arrastarei 50% do que ele tem. Já tenho um excelente advogado.

_Eu sei_ Disse Freitas_ ele trabalha para mim. A minha equipe jamais perdeu um caso, eu só quero garantir desse caso os meus 10%.

Aroldo Historiador
01/08/2016